Arquivo de Maio, 2010

André Badalo premiado no Festival de Milão

Terminou no passado dia 11 de Março o Festival Internacional de Cinema de Milão, onde estava seleccionado uma curta-metragem portuguesa, “Shoot Me“, de André Badalo. É a segunda vez, na história deste conceituado festival, que um filme português entra na competição oficial. O primeiro a conseguir tal proeza foi António Ferreira, com o filme “Respirar Debaixo d’Água“.

André Badalo saiu de Milão com uma distinção: Prémio do Público na categoria Melhor Curta-metragem.  É importante frisar que é uma produção independente, portanto, sem apoio do ICA. O filme é protagonizado pela Maria João Bastos, Ivo Canelas e Philippe Leroux, e conta a história de um triângulo amoroso nas vésperas de um casamento.

Parabéns André!

A actriz Maria João Bastos com o realizador André Badalo

Cinema Português no Festival de Cinema de Badajoz

Maria de Medeiros

Arranca hoje a 16ª edição do Festival Ibérico de Cinema de Badajoz, que decorre até dia 16 de Maio. O cinema português marca presença no festival que é considerado um dos mais importantes da Península Ibérica, em curtas-metragens. Foram seleccionadas 4 curtas-metragens portuguesas:”3×3” de Nuno Rocha, “Canção de Amor e Saúde” de João Nicolau, “Passeio de Domingo” de José Miguel Ribeiro, e “Tony” de Bruno Lourenço.

Nesta edição está prevista uma retrospectiva de curtas-metragens portugueses realizadas nos últimos quinze anos. Aos obras programadas são:  “14 Segundos e um Tico, no Caminho para a Escola” de Marco Martins, “A rapariga no espelho” de Pedro Fortes, “A Suspeita” de José Miguel Ribeiro, “Dois Dragões” de Margarida Cardoso, e “Os salteadores” de Abi Feijó.

A homenagem deste ano vai para a actriz, realizadora e cantora portuguesa Maria de Medeiros. Depois de ser homenageada nos festivais de Veneza, Cancún e São Paulo, chegou a ver de um festival Ibérico reconhecer o devido valor da actriz de “Pulp Fiction”.

A curta “Shoot Me”, de André Badalo, em competição no Festival de Milão

BadaloShoot Me

 

 

 

 

 

 

 

A curta-metragem “Shoot Me“, de André Badalo, foi seleccionada para a competição oficial do Festival Internacional de Cinema de Milão. O festival já está a decorrer desde ontem, dia 05, e termina no próximo dia 11 de Maio.

O filme conta a história de um triângulo amoroso em vésperas de um casamento e tem como protagonistas Maria João Bastos, Ivo CanelasPhilippe Leroux.

“Morrer Como Um Homem” vence no Festival de Buenos Aires

O último filme de João Pedro RodriguesMorrer Como Um Homem“, recebeu o prémio de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires, integrado na secção Cine del Futuro. O filme, que estreou no Festival de Cannes em 2009, já foi seleccionado para mais de 30 festivais internacionais, onde foi várias vezes distinguido.

“Morrer Como Um Homem”, de João Pedro Rodrigues

Shoot Me

Shoot Me, um filme de André Badalo

“Shoot Me”, segunda curta-metragem do jovem realizador André Badalo, foi seleccionada para o Festival de Cinema de Internacional de Milão.

Sinopse:
Filmado em Lisboa e na Quinta do Hespanhol, conta a história de um triângulo amoroso em vésperas de um casamento. “Shoot Me” é protagonizado por Maria João Bastos, Ivo Canelas e Philippe Leroux.  Realizado por André Badalo, que se formou na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e na University of Southern Califórnia em Los Angeles.

Ilha da Cova da Moura

Ilha da Cova da Moura, um filme de Rui Simões

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“Ilha da Cova da Moura” – Estreia Nacional no dia 13 de Maio de 2010

Sinopse:
Cova da Moura é sinónimo de problema, de violência, de degradação social. No ano de 2005, dois acontecimentos tornaram este bairro dos arredores de Lisboa num caso de interesse mediático: o homicídio de um polícia que patrulhava as ruas locais, em Março, e o célebre arrastão que nunca existiu, no dia 10 de Junho, cuja autoria foi desde logo imputada a jovens daquele lugar. O bairro da Cova da Moura tornou-se tema de debate público, passando de bairro problemático a lugar de interesse sociológico. Descobriu-se então a verdadeira Cova da Moura, habitada por uma maioria cabo-verdiana, que ali repete os modos e costumes das ilhas de que são oriundos como forma de combater o desenraizamento e estigma social. Vislumbrou-se um bairro em luta contra a violência e o tráfico de droga nele implantados e contra o preconceito sociocultural que os rodeia. Uma ilha de Cabo Verde naufragada em terras portuguesas, a braços com o pesado conceito de exclusão. ILHA DA COVA DA MOURA segue o quotidiano deste bairro, descobrindo nele reflexos de Cabo Verde e procurando os modos como a exclusão social se combate ou perpetua nas vidas dos seus moradores.

Paradoxon Produções – Produtora de Cinema Independente

A Paradoxon Produções surgiu no Algarve, em Lagos, no ano de 1997.

Um conjunto de jovens entusiastas pelo cinema decidiram formar esta pequena produtora independente com o intuito de produzir e realizar curtas-metragens.

Paradoxon Produções

A concepção deste projecto teve como seu principal impulsionador, o então jovem Hernâni Duarte Maria que propôs a todos a elaboração de um projecto de cinema para o Algarve, com o objectivo principal: a realização de curtas-metragens. E sobretudo a implementação de uma pequena produtora de cinema numa região onde esta área era praticamente inexistente e que ainda hoje persiste. É rara a divulgação de jovens cineastas na região, onde impera o turismo e pouco mais.

Inicialmente o projecto decorreu de uma forma amadora, com a realização de pequenos filmes experimentais onde se verificava as potencialidades de cada um e a pouco e pouco foram desenvolvendo uma mais apurada técnica de filmar e de composição estética dentro da Paradoxon Produções.

Os primeiros filmes foram realizados em 1997, e durante um período de 3 anos desenvolveram objectos fílmicos de experimentação, tanto de imagem como de som.

Hernâni Duarte Maria

No ano de 2000 surge o primeiro filme a sério, “Dissimulados“, concebido para a semana Maio Jovem realizada em Faro pelo Instituto Português da Juventude onde o tema a abordar era a sexualidade na juventude. Ao realizar este pequeno filme sob uma temática pedagógica a Paradoxon Produções consegue obter o seu primeiro prémio neste concurso local de curtas-metragens. Foi a primeira realização a sério de Hernâni Duarte Maria.

A partir desta altura a Paradoxon Produções é reestruturada, saem elementos que pertenciam inicialmente ao projecto e entram novos elementos. Entra Pedro Noel da Luz como operador de imagem e director de fotografia, membro que se manteve até 2009.

De 2000 até hoje muita coisa mudou na Paradoxon Produções, ao longo destes anos realizaram-se e produziram-se várias curtas-metragens, todas elas seleccionadas para vários festivais de vídeo e cinema em Portugal e no Estrangeiro.

Filmes Portugueses premiados no IndieLisboa 2010

Terminou o IndieLisboa 2010 e como vem sendo hábito, apresentamos a lista dos portugueses premiados.

"Guerra Civil" de Pedro Caldas

Na Competição Nacional de longas-metragens estavam seleccionados 4 filmes. O grande vencedor foi “Guerra Civil“, de Pedro Caldas, recebeu o Prémio TOBIS para melhor longa-metragem portuguesa. “Sem Companhia“, de João Trabulo, recebeu o Prémio AIP/KODAK de melhor imagem para longa-metragem portuguesa.

Na Competição Nacional de curtas-metragens havia 14 filmes. O grande vencedor foi “A History Of Mutual Respect“, de Daniel Schmidt e , recebeu o Prémio MEDIA RECORDING para melhor curta-metragem portuguesa. Sandro  Aguilar recebeu o Prémio RESTART para melhor realizador português de curta-metragem, com o filme “Voodoo“. “O Verão“, de João Dias, recebeu o Prémio AIP de melhor imagem para curta-metragem portuguesa.

Fuera de Quadro“, de Márcio Laranjeira, recebeu uma Menção Honrosa atribuída pelo Júri Internacional de Curta-Metragem.

Catarina Mourão sai do IndieLisboa com 2 prémios, Prémio SIGNIS e Prémio do Público, para a sua longa-metragem “Pelas Sombras“.

Gonçalo Waddington, que se estreou como realizador, também recebeu uma Menção de Honrosa (Prémio SIGNIS – Árvore da Vida Menção Honrosa), com o filme “Nenhum Nome“.

Ilha da Cova da Moura“, de Rui Simões, recebeu o Prémio AMNISTIA INTERNACIONAL Menção Honrosa.

Por último, Carlos Conceição recebeu o Prémio Novo Talento FNAC, com o seu filme “Carne“.