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	<title>Filmes Portugueses &#187; Realizadores</title>
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	<description>Espaço dedicado ao Cinema Português</description>
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		<title>Manoel de Oliveira completa hoje 100 anos</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 22:16:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edgar Marcelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Realizadores]]></category>

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		<description><![CDATA[O realizador português Manoel de Oliveira, o mais velho cineasta do mundo em actividade, completa hoje 100 anos.
Muitos Parabéns Manoel!

“Manoel de Oliveira é originário de uma família da média-alta burguesia, com antepassados fidalgos, facto que muito influenciaria o teor e as temáticas da sua futura obra cinematográfica. O seu pai, Francisco José de Oliveira, foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O realizador português Manoel de Oliveira, o mais velho cineasta do mundo em actividade, completa hoje 100 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos Parabéns Manoel!</p>
<p><img class="alignright" style="float: left; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px;" src="http://filmesportugueses.com/wp-content/uploads/2008/12/de-oliveira-300x199.jpg" alt="" width="352" height="234" /></p>
<p style="text-align: justify;">“Manoel de Oliveira é originário de uma família da média-alta burguesia, com antepassados fidalgos, facto que muito influenciaria o teor e as temáticas da sua futura obra cinematográfica. O seu pai, Francisco José de Oliveira, foi o primeiro fabricante de lâmpadas em Portugal. Estudou no colégio de jesuítas de A Guarda (Galiza). Na juventude dedicou-se ao atletismo e, mais tarde, ao automobilismo e à vida boémia. Aos vinte anos ingressou na escola de actores de Rino Lupo, cineasta italiano radicado no Porto, um dos pioneiros do cinema português de ficção. <span id="more-976"></span><br />
Quando viu o documentário vanguardista Berlim, Sinfonia de uma Cidade de Walther Ruttmann, ficou muito impressionado e decidiu fazer um filme inspirado naquele sobre a cidade do Porto, um documentário de curta-metragem sobre a actividade fluvial na Ribeira do Douro: Douro, Faina Fluvial (1931). O filme suscitou a admiração da crítica estrangeira e o desagrado do público nacional. Seria o primeiro documentário de muitos que abordariam, de um ponto de vista etnográfico, o tema da vida marítima da costa de Portugal: o Douro (Oliveira), a Nazaré (Nazaré, Praia de Pescadores, Leitão de Barros), o Algarve (Almadraba Atuneira, António Campos), o Tejo (Avieiros, Ricardo Costa).<br />
Adquiriu entretanto alguma formação técnica nos estúdios alemães da Kodak e, mantendo o gosto pela representação, participou como actor no segundo filme sonoro português, A Canção de Lisboa (1933), de Cottinelli Telmo. Só mais tarde, em 1942, se aventuraria na ficção como realizador: <a href="http://filmesportugueses.com/aniki-bobo/" target="_self">Aniki-Bóbó</a>, um enternecedor retrato da infância no cru ambiente neo-realista da Ribeira do Porto. O filme foi um fracasso comercial e só com o tempo iria dar que falar. Oliveira decidiu, talvez por isso, abandonar outros projectos de filmes e envolveu-se nos negócios da família. Não perdeu porém a paixão pelo cinema e em 1956 voltou, com O Pintor e a Cidade.<br />
Em 1963, O Acto da Primavera (segunda docuficção portuguesa) marcou uma nova fase do seu percurso. Com este filme, praticamente ao mesmo tempo que António Campos, iniciou Oliveira em Portugal, a prática da antropologia visual no cinema. Prática essa que seria amplamente explorada por cineastas como João César Monteiro, na ficção, como António Reis, Ricardo Costa e Pedro Costa, no documentário. O Acto da Primavera e A Caça são obras marcantes na carreira de Manoel de Oliveira. O primeiro filme é representativo enquanto incursão no documentário, trabalhado com técnicas de encenação, o segundo como ficção pura em que a encenação não se esquiva ao gosto do documentário.<br />
A obra cinematográfica de Manoel de Oliveira, até então interrompida por pausas e projectos não-realizados, só a partir da sua futura longa-metragem (O Passado e o Presente &#8211; 1971) prosseguiria sem quebras nem sobressaltos, por uns trinta anos, até ao final do século. A teatralidade imanente de O Acto da Primavera, contaminando esta sua segunda ficção, afirmar-se-ia como estilo pessoal, como forma de expressão que Oliveira achou por bem explorar nos seus filmes seguintes, apoiado por reflexões teóricas de amigos e conhecidos comentadores.<br />
A tetralogia dos amores frustrados seria o palco por excelência de toda essa longa experimentação. O palco seria o plateau, em que o filme falado, em «indizíveis» tiradas teatrais, se tornaria a alma de um cinema puro só por ter o teatro como referência, como origem e fundamento. Eram assim ditos os amores, ditos eram os seus motivos e ditos ficaram os argumentos de quem nisso viu toda a originalidade do mestre invicto: dito e escrito, com muito peso, sem nenhuma emoção, mas sempre com muito sentimento.<br />
Manoel de Oliveira insiste em dizer que só cria filmes pelo gozo de os fazer, independente da reacção dos críticos. Apesar das múltiplas condecorações em festivais tais como o Festival de Cannes, Festival de Veneza, Festival de Montreal e outros bem conhecidos, leva uma vida retirada e longe das luzes da ribalta.&#8221;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Wikipedia</em></p>
<h3 style="text-align: center;">OBRA COMPLETA</h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>Longas-Metragens:</strong></p>
<p><a href="http://filmesportugueses.com/aniki-bobo/" target="_self">Aniki-Bóbó</a> (1942)<br />
Acto da Primavera (1963)<br />
O Passado e o Presente (1972)<br />
Benilde ou a Virgem Mãe (1974)<br />
Amor de Perdição (1979)<br />
Francisca (1981)<br />
Le Soulier de Satin (1985)<br />
O Meu Caso (1986)<br />
Os Canibais (1988)<br />
<a href="http://filmesportugueses.com/non-ou-a-va-gloria-de-mandar/" target="_self">Non, ou a Vã Glória de Mandar</a> (1990)<br />
A Divina Comédia (1991)<br />
O Dia do Desespero (1992)<br />
<a href="http://filmesportugueses.com/vale-abraao/" target="_self">Vale Abraão</a> (1993)<br />
A Caixa (1994)<br />
O Convento (1995)<br />
Party (1996)<br />
Viagem ao Princípio do Mundo (1997)<br />
<a href="http://filmesportugueses.com/inquietude/" target="_self">Inquietude</a> (1998)<br />
<a href="http://filmesportugueses.com/a-carta/" target="_self">A Carta</a> (1999)<br />
<a href="http://filmesportugueses.com/palavra-e-utopia/" target="_self">Palavra e Utopia</a> (2000)<br />
<a href="http://filmesportugueses.com/vou-para-casa/" target="_self">Vou para Casa</a> (2001)<br />
<a href="http://filmesportugueses.com/o-principio-da-incerteza/" target="_self">O Princípio da Incerteza</a> (2002)<br />
Um Filme Falado (2003)<br />
<a href="http://filmesportugueses.com/o-quinto-imperio-ontem-como-hoje/" target="_self">O Quinto Império &#8211; Ontem Como Hoje</a> (2003)<br />
<a href="http://filmesportugueses.com/espelho-magico/" target="_self">Espelho Mágico</a> ((2005)<br />
Belle Toujours (2006)<br />
Cristóvão Colombo – O Enigma (2007)<br />
<a href="http://filmesportugueses.com/singularidades-de-uma-rapariga-loura/" target="_self">Singularidades de uma Rapariga Loura</a> (2009)</p>
<p><strong>Curtas e médias metragens:</strong></p>
<p>Douro, Faina Fluvial (1931)<br />
Estátuas de Lisboa (1932)<br />
Miramar, Praia das Rosas (1938)<br />
Já se Fabricam Automóveis em Portugal (1938)<br />
Famalicão (1941)<br />
O Pintor e a Cidade (1956)<br />
A Caça (1964)<br />
As Pinturas do meu irmão Júlio (1965)<br />
O Pão (1966)<br />
Visita ou Memórias e Confissões (1982)<br />
Nice &#8211; a propos de Jean Vigo (1983)<br />
Lisboa Cultural (1983)<br />
Simpósio Internacional de Escultura em Pedra &#8211; Porto (1985)<br />
<a href="http://filmesportugueses.com/porto-da-minha-infancia/" target="_self">Porto da Minha Infância</a> (2001)</p>
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